
1976, Adrian Piper vestida de preto e o rosto pintado de branco, com bigode falso e óculos escuros, dançava, iluminada por um único refletor, enquanto sua voz gravada narrava a historia de como ela tinha trabalhado como dançarina de um bar no centro da cidade.Em seguida uma voz masculina criticava seus movimentos, os quais ela ia alterando segundo as instruções recebidas pela voz. Por fim, a luz se apagava e a pequena figura dançante era vista brevemente numa tela de video, com o significado implícito de que ela se tornara finalmente aceitável.
1988- As palavras que abrem o video de Adrian na sua instalação Corned (a um canto) são “Sou Negra.” a cor de pele clara da mulher no ecrâ parece contradizer a afirmação feita. Com voz neutra e impessoal fala da questionabilidade das categorias raciais, observação sublinhada pelos certificados de nascimento do seu pai , igualmente de pele clara: preso à parede por trás do monitor, um deles identifica-a como branca, e o outro como negra.”o problema racial não é apenas meu”, declara ela “É seu também, caso tenha tendência para comportar-se depreciativa ou insensivelmente em relação aos negros quando não estão presentes.”